sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

*Aiko* adorable child...


" Ó mainha, oia uma boia"


És a força do meu viver.

Frio~~~

Dei mais alguns passos...
Era quase impossível caminhar naquelas condições,
o vento cortava,a chuva ensopava-me, o frio gelava até à alma...
Mas tinha de continuar, tinha de te ver, não podia permitir que partisses assim.
Cheguei por fim...
Caí sem forças, os joelhos encontraram o solo húmido e reclamaram piedade.
Depois de tanto tempo a andar pelo frio, vento e chuva,
ainda suportavam o peso do cansaço e da desolação.


Já tinhas partido...

Retomadas algumas das minhas forças, limpei o rosto da chuva que me feria, tal era a violência com que ela embatia contra mim, levantei-me e deambulei pelas ruas...
O Frio? A Chuva? O Vento?
Nada mais me incomodava, estava dormente, as pernas tomaram conta da marcha por si só, os pulmões enchiam e esvaziavam por rotina, nada em mim pedia que o fizessem, o sangue pulsava ainda nas minhas veias porque o coração investia em expulsá-lo de dentro de si, tal como o resto de mim desejava ficar sozinho.

Parei quando embati na macieira, resvalei e deixei-me ficar. Fiquei assim por não sei quanto tempo, enroscada em mim, a tentar proteger o que ainda me restava de ti, a dor de te lembrar. Era dor mas isso significava que ainda me pertencias, mesmo que fosse em recordações.

Agora habituei-me a conviver, já não sinto o frio...
Porque o frio é em mim...

Janela para o passado.


Fixei aqueles olhos escuros, rodeados por traços feitos de escolhas.
Disseram-lhe que estava a nevar,quis ir até à janela.
Perdidos, longe no tempo estavam seus pensamentos? Que veriam, agora os olhos da recordação?
...
Pelo meio dos flocos de neve vi um menino que brincava em rodopios, tentava apanhar os flocos que iam de mansinho caindo do céu como se fossem pozinhos de perlim-pimpim. Um menino que sonhava conquistar o mundo, voar alto, fazer do longe perto e do mundo uma casa onde morar.
...
As alegres gargalhadas daquela criança ficaram durante muito tempo a ecoar na minha cabeça. E dessas gargalhadas só resta agora um ténue sorriso, leve e quase apagado no mesmo rosto que guarda os olhos de um passado sofrido, muito diferente dos sonhos de menino.
...
Esses olhos fixam agora os meus e do peito solta-se um suspiro, expressão de quem já se resignou ao tempo, expressão de quem já andou muito e está cansado da luta.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Especial...


Estou a escrever sobre ti... és muito especial p'ra mim.
É muito bom poder contar contigo.
Sem ti a minha vida não era tão colorida, fazes parte do arco-íris da minha vida.

Obrigado por teres nascido és uma bênção de Deus.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Partir...



Estou no melhor lugar do mundo
e eles ainda não chegaram.
O céu está fabuloso,
uma luz encandescente ilumina tudo, mas ela foge,
está na hora.

A melodia que sai das teclas que os teus dedos precionam,
faz o vento murmurar por entre as folhas das árvores.
Os tons do pincel com que pinto
o final deste crepúsculo vão mudando, em cada olhadela,
em cada pincelada. E a tua melodia continua.

Eu sei que tenho de ir, mas enquanto eles não chegam…
Enquanto eles não chegam, quero aqui estar