domingo, 10 de junho de 2012

Que posso eu dizer...
Fazem um daqueles comentários infelizes em tom de pergunta e esperam que eu responda. Esperam ver-me enrascada na resposta ou simplesmente querem ter a certeza da minha opinião. Não me posso denunciar e nos segundos seguintes penso na expressão que tenho na cara e na melhor forma de parecer sincera naquilo que vou tentar dizer... No final das contas penso que se calhar nem valia a pena tanto esforço na resposta porque as pessoas não advinham o que me vai na alma nem no pensamento, mas mesmo assim... o olhar daquela mulher feriu-me quando me piscou o olho e quase que a sua expressão gritava aos quatro ventos " tu és astuta, cuidas as respostas". Não sei o que ela sabe ou julga que sabe pois nem eu bem sei o que pensar, porque ainda não houve grandes hipóteses de sentir seja o que for, por isso ainda é só um pensamento que às vezes me move e me rouba algum tempo de reflexão.
Quanto à pergunta que me fizeram, ainda não tenho uma resposta, no final das contas acabarei um dia por morrer sem ter essa resposta, será o mais certo.
Às tantas o que eu devia ter respondido logo na hora era isso mesmo...
" Neste compasso de espera nunca terei resposta a essa pergunta"

terça-feira, 5 de junho de 2012

Hoje tudo ficou suspenso no ar quente de uma vela...
O coração está apertado, o barulho dos ponteiros é lento, nunca um segundo levou tanto tempo a passar.
"Não te apagues" é a frase que me vem à cabeça cada vez que passo pela sala " Por favor!"